A importância das equipas B. Uma plataforma modesta, rumo aos palcos internacionais.
A falta de recursos humanos para a Seleção Portuguesa de Futebol é uma adversidade há muito escalpelizada pelas forças desportivas nacionais. Na iminência de alterar o futuro, dando mais opções aos próximos selecionadores portugueses, surgem as equipas B, que irão ser analisadas nesta crónica.
Quando se ouviu falar do retorno das equipas B muitas foram as «vozes» discordantes possíveis de escutar. Iriam prejudicar a segunda liga (única competição em que iriam estar inseridas), iriam «roubar» receitas televisivas aos demais clubes, iriam adulterar a classificação (devido à sucessiva mudança dos seus planteis), em suma, iriam enfraquecer o segundo escalão do futebol português. Pouco meses volvidos, a opinião da generalidade dos adeptos alterou-se. Existem hoje mais adeptos a acompanhar a liga, a competitividade mantém-se, e começa a assistir-se à evolução de jovens jogadores portugueses em bruto.
O Futebol Clube do Porto é dos três denominados grandes, aquele que menos aposta nos jogadores portugueses na sua equipa B, tendo como figuras de cartaz jogadores de outras nacionalidades. Tiago Ferreira e Sérgio Oliveira são dois jogadores com potencial para ser trabalhado, no entanto é outra a figura promissora azul e branca.
Tozé é um médio-ofensivo que gosta e sabe ter a bola no pé. Formado entre o Padroense e o FC Porto, o jovem de 20 anos já apontou 5 golos na segunda liga pelos Dragões, o que lhe valeu já por mais que uma vez a confiança de Vitor Pereira e a chamada à equipa A, podendo inclusive sentar-se nos bancos do Estádio da Luz.
O Sport Lisboa e Benfica é acusado sistematicamente de não apostar no produto nacional. No entanto, a sua equipa B é uma prova que os dirigentes encarnados pretendem alterar isso mesmo. Inúmeros são os portugueses de qualidade que a sua equipa apresenta, como é o caso de Mika, João Cancelo, Fábio Cardoso ou Ivan Cavaleiro. Junte-se a estes, as mais recentes aquisições de Diogo Rosado (ex-Blackburn) e Rui Fonte (ex-Espanhol). Porém, existem outros diamantes em bruto que merecem um maior destaque.
Miguel Rosa é a nova coqueluche do futebol encarnado! Apesar de ainda estar na equipa B, não se perspetiva um período de tempo duradouro até chegar à equipa principal. O capitão do Benfica B não é tão jovem como os companheiros, é certo... no entanto, com 24 anos ainda tem tempo para se afirmar no futebol português ao mais alto nível. Formado desde muito cedo no Benfica e com passagens por empréstimo por Estoril, Carregado e Belenenses, o médio-ofensivo vermelho e branco tornou-se icone por todos os clubes em que passou, parecendo só faltar mesmo a tão aclamada experiência na primeira liga. Miguel Rosa é esta época, até ao momento, o 3º melhor marcador da Liga Orangina e tem catapultado o Benfica B para inúmeros triunfos, através dos seus golos e assistências de belo efeito. Dono de um excelente remate, Miguel Rosa foi eleito melhor jogador dos meses de Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Janeiro, deixando apenas fugir o prémio do mês de Dezembro para Rabiola, mas ainda assim, ocupando o 2º posto.
André Gomes, é outro dos meninos de ouro da Luz. Médio-centro por excelência, com maiores qualidades ofensivas, o jovem de 19 anos formado entre FC Porto e Boavista, tem na visão de jogo um dos seus maiores atributos, par-a-par com a qualidade com que protege e conduz a bola no miolo do terreno. Despontou na equipa B e de imediato foi chamado à equipa principal, sendo agora um dos elementos da equipa A mesmo que por vezes possa visitar os seus ex-colegas na seguda liga. O golo ao Gil Vicente foi um bom mote para segurar o seu lugar junto dos pupilos de Jorge Jesus, mas foi em Camp Nou frente ao FC Barcelona para a Champions League, que o médio mais impressionou, mostrando que tem qualidade para vir a ser um dos grandes médios do futebol português. Uma lesão de Ruben Micael, valeu-lhe por fim a convocatória à Seleção A de Portugal.
André Almeida, é outro dos jogadores catapultado pelo Benfica B para a equipa principal do clube. Opção de recurso a Maxi Pereira ou Matic, o jovem de 22 anos pode atuar a lateral direito, médio defensivo ou mesmo a médio ala, solução já utilizada pelo técnico encarnado para «trancar» jogos, como aconteceu na «pedreira», em Braga. Iniciando a sua formação no Sporting CP e passando por Alverca e Belenenses, o jovem teve ainda uma experiência por empréstimo no União de Leiria, antes de se afirmar na equipa B encarnada e ser promovido. É visto como uma das maiores promessas encarnadas, pela sua solidariedade e polivalência em campo.
O Sporting Clube de Portugal, é conhecido por ser o clube português que mais aposta em jovens portugueses. Com uma academia só comparada à do histórico holandês Ajax, os leões continuam a produzir talentos a cada ano que passa. Zezinho, João Mário e Betinho são alguns dos jogadores mais promissores do clube, mas há outros dois jovens talentos que têm todos os focos a incidir na sua direção.
Ricardo Esgaio é um extremo-direito como o Sporting já nos habituou a formar. Do alto do seu 1 metro e 71, Esgaio já apontou 12 golos nesta segunda liga, estando de «mão dada» a Miguel Rosa neste capítulo. Desiquilibrador mas com um toque de inteligência a ocupar zonas mais interiores do terreno, que por vezes falta aos extremos modernos. A sua capacidade de fechar o corredor em conjunto com o lateral, não está alheia ao facto de também ocupar a lateral direita da defesa quando necessário. Aos 19 anos de idade, Ricardo Esgaio já mereceu minutos pela equipa A e perspetiva-se vir a ser mais um dos jogadores vindos da academia que renderá milhões ao Sporting numa futura transferência.
Bruma é na minha opinião dos maiores talentos do futebol português e estranha-se que ainda não tenha tido oportunidades esta época de representar a equipa A do Sporting. Apesar de ter atingido apenas agora a maioridade, Bruma já apontou 9 golos pela equipa B dos leões e tem uma cláusula fixada em 30 milhões de euros. A sua capacidade de explosão/aceleração, a sua velocidade, e o seu drible estonteante são características que mostram que pode vir a ser um fora-de-série, um pouco à imagem do que é Nani, jogador com um percurso semelhante. Espera-se por isso que em breve, Bruma comece a aparecer nos grandes palcos do nosso futebol e quem sabe... do futebol internacional.
Como não há regra sem exceção, aparece o Sporting Clube de Braga B. Os minhotos são conhecidos por apostar em quantidade e qualidade nos jogadores portugueses na sua equipa A, no entanto o mesmo não se passa na equipa B, estratégia que deverá ser repensada por parte dos dirigentes bracarenses.
O Vitória SC tem vindo cada vez mais a apostar nos jovens jogadores portugueses. Atravessando uma situação financeira extremamente complicado, os vitorianos têm apostado no produto formado em território nacional para conseguirem continuar a competir ao mais alto nível e essa estratégia tem dado resultados. Por essa mesma situação desfavorável, o Vitória viu-se obrigado a chamar esses jogadores mais promissores à equipa A, ficando assim os «B's» desfalcados. Entre todos eles, há um que se destaca!
Ricardo é de momento um dos jovens jogadores portugueses mais cobiçados. Formado no Sporting CP mas acabando o seu processo de formação no Vitória SC, Ricardo notabilizou-se no campeonato de júniores antes de dar o salto para a equipa principal. Aos 19 anos tem pretendentes tanto cá dentro, como a nível internacional e promete vir a tornar-se um jogador de qualidade. Explosivo e com uma grande capacidade finalizadora, tem sido uma das referências deste jovem plantel do Vitória.
Por fim, o CS Marítimo tem a particularidade de ser a única equipa B que já estava em atividadade quando as demais reapareceram. É a maior prova de como um trabalho planeado poderá dar resultados a médio prazo. Olhando para a atual equipa principal do Marítimo podemos encontrar inúmeros jogadores que tiveram na equipa B do clube o último passo para a sua evolução como jogador e respetiva a afirmação. Ricardo Ferreira é um desses exemplos recentes, mas é em Sami que o valor desta segunda equipa maritimista mais se faz notar.
O guineense com nacionalidade portuguesa é um dos espelhos da formação do Marítimo. Um dos extremos com mais valor do nosso campeonato e ainda com 24 anos continua à espera da sua oportunidade para dar o salto para uma equipa de maior valia e que lhe permita lutar por outros objetivos.
O tempo tem dado razão à aparição das equipas B, que se têm revelado um «Catalisador de Talentos» que poderão vir a passar dos modestos estádios do nosso futebol para os grandes palcos internacionais pelo mundo fora. É esta plataforma modesta que pode mudar o percurso de um jogador, e dar minutos e confiança para encarar desafios maiores.












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ResponderEliminarBom Dia
ResponderEliminarSou de São Paulo tenho um Filho de 3 Anos de idade esse e Fanatíco po Bola des de 1 anos já vem assistindo os jogos comigo em casa ao longo dos tempos ele vem se espelhando em jogadores na televisão assistindo o jogos do timão, todos os dias ao chegar do trabalho tenho que me dispor a jogas com ele na sala de casa claro né chego cansado mais tenho que fazer os gostos dele.
um dia ao acorda de manhã com ele para levar ele a escola ele estava sonhando jogando bola kkkkkk foi inedito falando assim: olha gol olha o gol gooooooooooooo do brasil dei muito rizada kkkkkk então quero ja preparar ele para o grande taletos esse vai dar trabalho para os jogadores....fique com Deus
Espero que me responda esse comentario
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